domingo, 5 de setembro de 2010

As ruínas do meu castelo



Por que você ajuda a liberar o pior de mim?
Eu nem sei mais quem sou
Mas sei, entre nós nada será como antes
E você também sabe, nada será como antes

Não entendo o que houve conosco
Eu te perdoei com todo meu ser
E isso não é suficiente para nada
Corri atrás de uma última chance
Para sentir tudo pela última vez
Mas eu sempre soube que o nosso tempo passou

Quando eu tento recuperar o que perdemos
Sinto-me sufocando
Sou envolvida por um escuro sem fim
E você nunca pôde notar o que eu sinto
Então não tem sentido continuar a me doar
Se só restaram as ruínas do castelo

Tentei tanto permanecer fiel a esse sentimento
Tentei tanto suportar a dor
Mas agora vejo que tudo foi ilusão
O nosso relógio não pode voltar atrás
E meu computar vai apagar as nossas conversas

Pensei que sempre voltaria para você
Pensei que sempre haveria um lugar para nós no futuro
Porém não posso mais fingir não ver, não há.
O futuro que vejo tem duas estradas separadas
E no meu relógio já é meia noite,
Isso me parece sempre tão tarde.

P.S.: Mês passado foi o primeiro mês do blog sem atualizações, é uma pena pessoal, mas ando muito atarefada com a faculdade. Tô achando que esse foi só o primeiro, mas não será o último.

sábado, 17 de julho de 2010

Amor da minha vida



Estávamos as duas paradas observando, telespectadoras de uma festa da qual deveríamos estar participando. Cinco minutos atrás íamos embora, agora não podíamos, pois uma de nós finalmente parecia se divertir ao ser chamada para dançar e ser beijada. O clima parecia pesado para mim, a alegria e a diversão estavam longe e eu nem reparei o momento em que se foram, então ele passou, meio longe, passou, parou, sem me ver, mas me dando tempo de mostrá-lo a minha amiga e de reviver todos os sentimentos que tentara esquecer no último ano, me deu saudade, meu lugar parecia ser ao seu lado.

A amiga pergunta: “É para ele te ver?”, Eu “Eu adoraria...” Nisso avisa a que estava namorando, agarrou-me pela mão e saiu me puxando “Vou dar meu jeito”; “Não, espera. Me diz pelo menos se estou bonita, não quero que ele me veja com cara de derrota” a Amiga sorriu e respondeu calmamente “Tá linda”. Quase gritei de tão alto que falei: “Espera não estou pronta”, pensei em tudo o que passou, no tempo que ele me evitou, na saudade que senti das nossas conversas, dos beijos, abraços, eu não estava pronta para dizer não e ela não ouviu o meu apelo...

Quando vi tínhamos esbarrado no primo dele,com cinismo e naturalidade ela para e desculpa-se, me viro numa reação instintiva e ele então me vê. Abriu um sorriso imenso e tudo que pude sentir foi felicidade e uma enorme sensação de que me ver também tinha feito ele feliz. Repentinamente tudo se transformou, tudo estava colorido e eu não mais estava nesse mundo, então nos abraçamos, um abraço demorado, apertado. O abraço que eu esperava receber um ano atrás.

Ele: “Oi”. Eu: “Oi, não tava esperando te ver”. Ele sorriu e conversamos qualquer coisa, sobre quando ele tinha chegado e quantos dias de festa ele iria. Até que levado pela conversa ele me pergunta “Por que você parou de beber?”. Eu tinha inúmeros motivos, não queria dizer que tive medo de chorar, por que passei o ano inteiro segurando o choro e a saudade, não queria dizer um infinito de questões maiores, resumi: “Precisava repensar minha vida e tava precisando ficar só”. Ele tirou as mãos da minha cintura fez uma careta abriu os braços e disse sorrindo: “Então...”

O estranho disso é que somente nesse momento notei onde estavam suas mãos e o quanto estávamos perto, eu sequer pensava, falava sem saber exatamente porque, ser dele era tão natural, estar perto era o mínimo. Havia em mim uma necessidade e eu simplesmente deixei acontecer, falava como se nem fosse eu a falar, encostei a boca no seu ouvido e disse: “Você não estava por aqui.” Ele respondeu com uma pergunta: “E onde é que eu estava?” Eu: “Não sei, acho que na sua cidade, em algum lugar me ignorando...” Ele sorriu e simplesmente não havia mais o que falar.

Acho que trocamos mais algumas palavras das quais não lembro, lembro apenas da sua boca chegando perto da minha, enquanto seus braços me puxavam para mais perto pela cintura, lembro ainda de nesses poucos segundos ter pensado em tudo o que passou, a briga, as lágrimas, a saudade, o abandono, a solidão. A razão me dizendo para esquecer, me afastar, e alguma outra coisa me dizendo para fazer o que eu queria, e o que eu queria realmente era beijá-lo. Pensei ainda no telefonema que havia recebido da minha tia mais cedo, lembrei que ela disse entre outras coisas “Beije como se fosse a última vez...” . É quase inacreditável a quantidade de coisas que pensei nesses segundos de proximidade, então ele me sorriu, com aquele sorriso que eu amo, não tive mais dúvidas beijei. Naquele minuto não me interessava saber que amanhã estaria novamente sozinha, naquele momento estava com ele, e nas raras vezes que isso aconteceu em minha vida, nada mais importava nada mais existia.

Nos beijamos intensamente, demoradamente, um beijo sem pressa, eu gostaria que durasse eternamente, mas uma hora qualquer o beijo acabou. Então nós só sorríamos, novamente procurei seu ouvido “Eu tive tanta saudade desse beijo.” Ele sorriu e disse “Eu também”, me abraçou e eu o chamei de mentiroso, ele riu e perguntou “Porque quando você sente saudades eu tenho que acreditar e quando eu digo que sinto é mentira?” A pergunta me fez lembrar tudo mais uma vez, só que com uma leveza, como se fossem outras pessoas a brigar, anda assim respondi “Só porque você briga comigo e me acusa quando eu não fiz nada, desaparece, não me procura, não fala nada a respeito, depois quer que eu acredite, só por isso.”

Sorri, ele sorriu também e não lembro mais das nossas mínimas conversas, lembro que nos beijamos muito, eu estava com saudade, gostaria de nunca mais vê-lo partir, ainda assim uma hora ele se foi, antes me beijou demoradamente sorriu e disse “Me deixa ir embora”, sorri, abri os abraços e respondi “Eu nunca te prendi” Ele sorriu também, me abraçou, me deu um selinho e disse “Venha outros dias da festa” , foi embora. Não sei nem quanto tempo passamos juntos, deve te sido pouco, mas para mim tudo parecia eterno.

Quando ele saiu a Amiga disse “Nossa! Pareceu reencontro de filme, vocês deram cada beijo de novela! Tenho certeza que ele ficou feliz de te ver.” Eu perguntei o porquê e ela respondeu “Porque vi no rosto dele se abrir um sorriso de orelha a orelha quando te viu, igualzinho a esse que ainda to vendo na sua cara.”

Bom, não sei se nós estamos erradas, mas antes dela me dizer isso eu também já tinha notado. Gostei muito e não admiti, mas acreditei quando ele disse que teve saudades, soube disso bem antes dele dizer e tive certeza de que ele não me esqueceu, não por qualquer coisa que ele tenha falado, mas por tudo que vi nos seus olhos, e com isso me senti bem, leve, feliz. Foi como se tudo tivesse começado ali, e aí a história fica interessante, pois é como se começasse e terminasse, já que não devo esperá-lo.

O que nos aconteceu foi tão importante para mim, acho até que ele nunca vai ter noção do que se passava comigo naquele momento. Percebi finalmente, que existem pessoas insubstituíveis , o que não quer dizer que não posso viver sem ele, ou que vou ser infeliz, nada disso, só quer dizer que por mais que outras pessoas entrem e saiam da minha vida o lugar dele é só dele. Eu vou ser feliz vou ficar com outros caras, e é muito improvável que um dia a gente fique junto de verdade, mas a forma como gosto dele é única e nunca vou gostar de mais ninguém assim, embora ainda possa gostar de muitas pessoas de novas formas. Descobri que até hoje ainda é ele o “Amor da minha vida”.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Contos de Fadas



"Era uma vez..."
Eu sempre quis, que minha história começasse assim
Mas no mundo real, as pessoas confundem, a verdade dói
E foi tão difícil perceber que você não me pertence
A música diz que aos quinze é mais fácil crer
Eu sempre creio nas mentiras
Elas causam tanto sofrimento
Às vezes choro nos ombros das minhas amigas
Sei que elas entendem minha dor
Mas estão cansadas de me ver assim todo dia
Sabendo também que eu escolhi esse caminho.

"...foram felizes para sempre."
Nunca vai ser o fim da minha história
Até cansei de contos de fadas
Quero algo real, que eu possa tocar
Que sinta me amar
Me sinto fraca, cansada...

Sei que o tempo cura tudo
Mesmo com minha pouca paciência
Já passei dos quinze
Sei também que até passar eu vou sofrer
Morrendo um pouco a cada dia
Te esquecendo um pouco a cada dia
Vivendo mais um pouco a cada dia

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Feliz Aniversário amore!

Hoje é aniversário de uma pessoinha muito irritante, mas que eu preciso admitir que adoro, então não podia passar o dia sem escrever algo sobre ele, para ele...

Apesar dos tropeços não tem no mundo alguém com quem seja mais agradável passar o tempo. Acho realmente incrível a facilidade que você tem de fazer com que todos a sua volta se encantem com sua presença. Por tudo que você é, entre os defeitos e virtudes, que conheço ou desconheço, sei que merece muito ser feliz e receber tudo de bom que possa acontecer a alguém. Sei também que muita coisa boa ainda vai te acontecer e adoraria estar contigo, sempre...

Eu te pertubei muito dizendo que não queria te ligar, mas o que eu mais queria era isso ou mais que isso, queria estar com você, te abraçar apertado, te beijar, te morder... (rsrs) Mas é difícil encontrar palavras as melhores palavras para falar do que sinto por você, esse sentimento tão intenso, nessa relação tão imperfeita, nosso futuro tão incerto (ou com um fim certo, predeterminado nesse destino separado, onde não há espaço para mim).

E ô vida engraçada! Quando eu te conheci alguns meses atrás não podia nem sonhar que você teria a importância que tem na minha vida hoje em dia, e agora eu já nem sei como será um dia acordar sabendo que você não faz parte do meu mundo.

Acima de tudo e apesar de qualquer coisa, sabendo de tudo que sei, e com todas as dúvidas que ainda tenho: ADORO VOCÊ, foi MARAVILHOSO te conhecer, PERFEITO ter você na minha vida, e você tem me feito feliz, de uma forma bem confusa, mas me faz. Confusamente feliz desde que você apareceu. Quero muito te fazer feliz, sem confusão nenhuma, no teu tempo, como deve ser, plenamente feliz.

Feliz Aniversário meu lindo!



Esse video, é bem parecido com a forma que me sinto em relação à você amor meu.

domingo, 27 de junho de 2010

Show de Luan Santana


Eu deveria ter escrito sobre isso antes, mas achei melhor me acalmar um pouco para poder escrever de forma critica e com menos emoção envolvida. Por quê sinceramente eu tive ódio e até ontem ainda tava com dor nas costas, curiosos sobre o motivo da dor?

Esperei em pé de 22:30 hs até 01:30 hs, até o show dele começar. E aí alguém me pergunta: pq você fez isso? Quando mulheres vão para festas normalmente vão com amigas e amigas das amigas, entre essas tinham fãs do cara e então tivemos que esperar bem no meio do imprensado para que elas pudessem vê-lo um pouquinho melhor. Ô vida Severina!!!

Achei o cúmulo do desrespeito com os fãs esse atraso absurdo. O cara tá fazendo um sucessinho meteórico e já dá uma mancada dessa. Gente quem sustenta o sucesso são os fãs, são eles que compram cd, dvd, ingresso (diga-se de passagem caro) para ir para um show e passar horas em pé esperando. É o fim uma coisa dessas!!! Ainda mais se levarmos em consideração que ele tem muitos fãs que ainda são crianças, eu vi uma menina dormindo nos braços do pai, triste!

Agora para não dizer que eu só falei da parte ruim, tenho que admitir: fui para o show por causa de 3 música, agora decorei todas, e o Luan é muito palhaço. O Show mistura música e humor, gostei de mais! Só não foi nota 10 p causa do atraso, mas ele ganhou uma nova fã.

E quando o Yegor Gomes começou acabou de completar minha alegria, dancei tanto e detalhe: sozinha, vida de quem não tem bofe-de-elite.

Foi muito bom, esqueci completamente que fiz chapinha para detonar o look na chuva, que tive a sorte incrível de colocar máscara para cílios dentro do olho, que a pessoa que eu queria não estava lá, que o ex ficou me cercando, enfim todas as coisas "não-legais" ficaram para trás, a festa foi maravilhosamente boa!

Deixo para vocês uma foto. Eu e Aline (mais nova BFF) estavamos andando, em pleno fim de festa, com cara de barraco como disse ela e um carinha chamou para tirar uma foto nossa pro site dele, ó que legal!

Acho que para essa festa ser perfeita só faltaram duas coisas: Luan cantar na hora e amor meu ir para festa comigo... ^^

Até outro dia.

sábado, 19 de junho de 2010

Rosas Compradas



Todos os dias ele aparecia aqui
Bem vestido, penteado
Trazendo consigo o maldito buquê
Só me permitia sentir o cheiro
Por um breve instante sentia-me feliz
Todos os dias a história se repetia
Eu o via chegar e partir
Sabia que as rosas não eram para mim
Elas eram tão belas, cheirosas, charmosas...
Ele nunca entendeu minha raiva
Ao ver partir tudo que eu queria
Então um dia não esperei na janela
Fui a uma floricultura
Examinei todas e escolhi qualquer uma
Ao voltar para casa não estava feliz
O perfume dessas flores me enjoou
Serviram apenas para aumentar meu desejo
Das rosas que outra moça recebia...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cansada



Cansada...
Ainda é madrugada
A casa já está bagunçada
A cara mal lavada
A mente despedaçada
Tanta coisa pra fazer
Tanta coisa pra dizer
E não é que tenha acontecido algo
Pior mesmo é não ter acontecido nada
Impossível explicar
Eu estou tão cansada.

Cansada da música
De emprestar minha vida
De perder-te em mais uma despedida
Cansada de ser a segunda filha,
Segundo amor,
Segunda amiga,
Sengundo lugar.
Agora me diz, para o segundo quem liga?

Cansada da noite...
Eu nem sinto sono
Brinco no escuro perdendo meus medos
Até divirto-me, mas sempre acordo cedo
Acordo tão cedo!
A vida não espera
Mas o violão abandonado ainda me espera
Minhas mãos cansaram de suas notas dolorosas

Cansada dessa saudade
Saudade parece não ter um fim
Que falta me faz o que não tenho
E até nunca tive
E nem sei porque
Não sei porque quero
Se querer é sofrer

Cansada,
Confusa,
Carente,
Contrariada.
Fiz tantos planos
E você nem vai saber

Fernanda Dantas



*Às vezes fico assim, meio cansada de tudo, pensando, pesaando, medindo, tenho certeza de tudo e sempre acabo sem fazer nada...

domingo, 6 de junho de 2010

Vidro



Estive sonhando por algum tempo
Estive seguindo algumas borboletas
O meu lugar no mundo pareceu tão florido
Gostei de ter-te comigo...

Ontem sentei à beira de um rio
Estava feliz, cantando para mim
Estava só, cantando alto
Molhei meus pés e parti

Tenho vontade de viver
Tenho vontade de correr
O tempo repentinamente pareceu-me pouco
A vida tão bela dentro da sala de vidro

Estou vendo as pessoas viverem
Estou vendo muitas sofrerem
Outras são felizes, mas tudo é igual
Somente elas são diferentes

Procuro a porta
Também quero viver

Quase amor do meu passado

Estive pensando em você...
Sabe? Eu sempre volto a pensar
E não acho justo te contar
Tenho medo de machucar-te novamente

Dizem que se algo der errado
Não devemos chorar, merecemos o melhor
No seu caso, todos tinham razão
Eu gostaria de não ter te ferido tanto

Aí que saudade!
De tudo que eu não quis viver
Sei lá por que, você não esquecia
E eu gostava de quando me pedia um último beijo
Sempre adorei negar
Inventei tantas desculpas bobas
Tive tanto medo de te ver me completar

Espero que você tenha parado de me ler
Pois pensei em tudo isso
E mesmo assim não quero voltar
Não posso te amar como deveria
Mas de alguma forma torta
Somente à minha maneira
Acho até que te amei

Pode me chamar de louca
Por favor, tenta me machucar
Talvez você consiga diminuir a minha dor

Teu corpo frágil, bonito
Não me machuca
Tua boca macia, insinuante
Não me fere
Mas o teu coração quando diz não me amar
Mesmo mentindo, tem poder
Faz com que me sinta só
Ainda mais abandonada
Estranho isso...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

De Juliana para Thiago



Acordou cedo, na verdade pouco dormiu, caminhou até o banheiro, ainda não se sentia acordada.
Enquanto os pingos de água gelada molhavam o seu corpo sua alma viajava perdida em pensamentos sobre os acontecimentos mais recentes.
Voltou ao quarto com os cabelos tão emaranhados quanto estavam seus sentimentos e idéias, e embora um simples pente pusesse seus cabelos em ordem, dentro da cabeça tudo permaneceria caótico.
Repentinamente a caneta e o papel antes abandonados sobre a mesa pareceram-lhe tão atraentes que resolveu por ali o que sentia, na ilusão de tentar compreender.


Jaguaruana, 25 de maio de 2010

Amor, gostaria de preencher essas linhas com declarações da minha paixão, iguais a todas aquelas que sempre julguei bregas, sem saber o quão bom é estar apaixonada. Porém as dúvidas em minha mente são bem maiores do que as certezas e tenho achado graça das histórias da vida, pelo menos das da minha vida...

Faz algum tempo que me apaixonei, e eu nem tinha noção de como esse sentimento enche as nossas vidas, de como pode ser felidade ou pura tristeza, infelizmente vivi o segundo caso e isso deixou em mim marcas profundas, com letras enormes tatuei em minha pele: desamor, dor, sofrimento.

Um dia superei, esqueci, me divertia normalmente, até tive um outro alguém. A vida finalmente parecia com a das "pessoas normais" e então te conheci, o que eu podia fazer se a atração que senti era tão forte, me lembrava tanto do passado, mesmo sendo outra história e para completar: uma história mais difícil, não dava para suportar, eu não estava pronta, fugi...

Comecei a namorar, sem esquecer de toda a atração que você exercia sobre mim, gostava do Felipe, mas sabia que era mais carinho, era diferente. E sabe por que ele me deixou? Cansou de uma namorada que não sentia ciúmes, que não resondia ao seu "Eu te amo".
Estranho isso de não sentir ciúmes do meu namorado e morrer de desespero com a leve idéia de ver outra nos teus braços. Mas em parte me entendo, a questão era segurança, nunca duvidei quando Felipe dizia me amar, mesmo que eu não pudesse retribuir esse amor, e jamais pude pensar nem se quer que você gosta de mim. Toda essa nossas situação me torna insegura, frágil.

Mas não se preocupe eu nem sei mais o que quero de você, mas sei o que devo fazer...

Juliana


Pena que Thiago nunca leria essa carta que depois de escrita foi amassada e jogada no lixo, lugar de coisas usadas.