quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Máscaras


Muitas coisas gostaria de falar
De jogar pelo muro da sua casa
Estraçalhar sua janela de vidro com uma pedra
Me deliciar ao ouvir o som dos cacos caindo no chão
Tantas máscaras são usadas todos os dias
As pessoas comuns travestidas de ilusão
Umas princesas, outros heróis, tantos vilões...
Quem é você?
Difícil se encontrar nessa multidão
Talvez você um dia canse de atuar
Eu já cansei...
Nesse teatro de farrapos não me pagaram bem
Eu me vi pelos olhos dos outros e não gostei
Joguei a máscara fora
Já tinha até perdido a hora
Por um momento vi sua janela
Você Julieta, eu Romeu
Ainda representando papéis
Reflexo invertido da literatura desgraçada
Então joguei a pedra, quebrei o vidro
Gostaria ainda mais de ter quebrado sua máscara
Ou quem sabe sua cara.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Meio deprê

"Ando meio desligado, eu nem sinto os meus pés no chão..." Podia estar assim de tão apaixonada, tipo flutuando, mas eu cansei disso. De qualquer forma ando sem inspiração, comecei a mexer nas minha coisas e encontrei um poema que escrevi a mais ou menos uns seis meses, é muito emo, mas resolvi compartilhar com vocês, meus caros leitores.
Blessed Be!

O Fim
15.01.2009


Você nem pode imaginar o que sinto agora
Não é dor, nem saudade, nem tristeza
É como se nada no mundo importasse
Nada faz sentido.
Eu nem sei por que estou aqui
Quero mesmo é sumir
Ser um dia e virar noite
O rio que escorria dos meus olhos secou
Não resta nem uma alegria,
Nem um quarto de esperança,
Acabou-se toda a vida.
Quero jogar tudo para o alto,
Porém não tenho forças
Para mudar, recomeçar ou terminar
Eu só quero fechar os olhos,
Mesmo que nunca mais veja seu sorriso.
Preciso dormir, dormir, sonhar, acabar...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Os motivos para gostar de alguém


Existem pessoas que entram em nossa vida e nos desestabilizam por completo, paramos para pensar e simplesmente não vemos o porquê de as amarmos tanto e mesmo assim continuamos querendo tê-las por perto. Nunca isso tinha me acontecido antes, decididamente é horrível!

Todas as vezes que me apaixonei, nessa curta vida atribulada que levei até hoje, eu sabia exatamente o que me atraia na pessoa e acreditava do fundo da minha alma que era o amor da minha vida e que eu seria a mulher mais feliz do universo se pudesse ter a pessoa ao meu lado. Às vezes gostava porque a pessoa me fazia pensar, ou me fazia rir, ou me ensinava alguma coisa, ou me deixava segura, ou me fazia esquecer, ou me fazia lembrar, mas sempre era alguém que me acrescentava alguma coisa.

Nesse mês que passou notei que gosto de uma pessoa completamente inútil na minha vida, que as únicas coisas que ele me fez sentir até hoje foram raiva, angustia, medo e saudade. Eu não acho que seria mais feliz se tivesse o amor dele, eu não ficaria rica se nos casássemos, não evoluiria espiritualmente, não imagino ele num cavalo branco pronto para me resgatar, enfim, é uma pessoa completamente inútil na minha vida, deveria ser o cara mais descartavel de todos e infelizmente parece ser o mais insubstituível.

Gostaria de entender porque mesmo eu tendo sido uma pessoa racional por tanto tempo estou assim agora, com meu mundo interno de cabeça para baixo, sem saber onde por os pés e o pior sem saber o porquê dessa situação.

Minha mãe coincidentemente (eu nem sei porque a gente briga tanto às vezes, ela sempre sabe como eu estou me sentindo sem precisar me perguntar, sempre diz a coisa certa mesmo que eu não pergunte nada e tá sempre por perto para me ajudar) falou para mim que estava assistindo um sermão de um padre na TV, nem lembro o nome dele, mas lembro que era sobre o amor. Esse bendito padre disse que você sabe que ama alguém de verdade quando não precisa dela para absolutamente nada e mesmo assim não quer deixar que ela saia da sua vida.
Ou seja amar alguém de verdade é quando não existem motivos que te façam gostar, você simplesmente ama. É exatamente assim que me sinto agora, mas espero sinceramente que não seja amor, porque supondo que seja, seria ainda mais triste do que já é... Plagiando alguém "seria cômico se não fosse trágico".

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Selinho


Ah ganhei um selinho da minha amigah do Larga Tudo e Vem Correndo

Regras:
1. Exiba a imagem do selo “Blog de Ouro”.
2. Poste o link do blog de quem te indicou.
3. Indique blogs de sua preferência: Catalepsia Produtiva , O Maravilhoso Mundo Cariri ,Young Modern Station , Tamarindis e Os inseguros se calam, mas ...
4. Avise seus indicados.
5. Publique as regras.
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo.

Bjoks enormes p vcs!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

"Eu queria manter cada corte em carne viva a minha dor em eterna exposição..."



A moça viu Henrique na faculdade; tinha visto ele alguns dias atrás em uma festa, ele tentara beijá-la, ela não quis, só agora o via novamente, ele aparentou ter ficado um pouco sem graça. A história é comprida, segue aquele modelinho básico "Ela queria ele pra sempre, ele queria outra, fim da história". Um dia agente acaba esquecendo, e quando pensa que esqueceu eles voltam para nos testar, saber o tamanho da nossa força, do nosso orgulho, enfim, ela resistiu.

Porém isso a fez pensar, exatamente agora ela acabara de romper um tipo de relacionamento, com alguém que gostava muito, e percebeu que da mesma forma que deixara de pensar em Henrique vai deixar de pensar em Marcos um dia. De repente pareceu tão desesperadora a idéia de esquecê-lo, de deixar que saísse da sua vida sem mais nem menos.

São poucos os momentos que ela podia dizer que ele a fizera feliz, na verdade na maior parte do tempo ele a fez sentir saudade, raiva, medo e insegurança. Racionalmente não pode dizer porquê diabos quer esse cara para si, pois não precisa dele para absolutamente nada e nunca pôs nele suas esperanças de encontrar a felicidade. e certa forma essa foi a primeira vez que se apaixonou por alguém dessa forma, alguém sem nada a oferecer, que não contribui muito com a sua evolução, que a deixa tão diferente do que planejou ser, alguém tão impossível de se ter.


A moça percebeu que Marcos é completamente inútil, mas isso não fez com que diminuísse em nada o seu sentimento, ao contrário, apesar do fim do que nem podia ser considerado um relacionamento, estava calma, não por não se importar, mas por saber que não havia nada a se fazer, ninguém em quem botar a culpa, são só escolhas e escolhas às vezes nos levam a rumos diferentes.


Tinha consciência que isso um dia ia passar, porém não era esse o seu desejo, desejava tê-lo, msm que não estivessem juntos, saber que estava na mente dele como ele na dela seria suficiente. No momento não quer esquecer, não quer se apressar, quer viver cada fase com calma, sentir com intensidade cada um dos seus sentimentos, é inevitável esquecê-lo um dia, encontrar outro, continuar o caminho... Agora não.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A música da mente

Tem uma música tocando na minha cabeça agora
Essa sensação de abandono não me deixa
Já cansei de ver imagens vazias
Acompanhando esse vago sentimento
Essa sombria ilusão

Talvez a imensão de um minuto posso me dar esperanças
De um dia reverter o relógio sem fim
Tempo que passou
Não há certo, não há errado
Quando tudo que eu queria era culpar alguém
Pela dor que dói em mim
A música ainda se repete
Tocando sem parar em minha mente

Tudo agora é distância e não somente de espaço
Tem algo diferente de quando começou
Tudo é diferente agora que acabou
Como eu direi para a outra de mim
Essas coisas que eu nunca entendi
Como eu posso explicar que é dificil perceber
Que não se pode saber quem é alguém
Quando deseja se esconder
Como eu poderia fazer alguém ver
Que o meu amor é cego
A música não vai parar
Ela só quer lembrar do meu medo de escuro

Fernanda Dantas

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pessoas substituíveis

Estou ficando meio relapsa com esse blog, nesse mês quase não postei nada. Minhas sinceras desculpas aqueles que lêem o que deixo por aqui, é que esse mês foi muita informação para pouca cabeça, as coisas foram me acontecendo e me deixando meio atordoada. Eu não costumo acreditar em signos, mas devido as "coincidências" dos últimos dias vou ter que me render e dizer que pelo menos algumas vezes eles possam servir como sinais, enfim, eu sou de libra, dizem que para nós librianos se o amor vai bem então tudo vai bem, verdade ou não, eu sou assim. Então para quem acompanhou as últimas postagens, eu estava esperando alguém... Bom, não foi exatamente como eu sonhei...

Passei tantos dias sem saber como escrever ou o que escrever e agora tenho um bilhão de idéias, exatamente ao mesmo tempo, vou ter que privilegiar uma delas. Hoje eu, Dara e Ismael estavamos conversando, a questão era "pessoas substituíveis ou não?".

Pode até parecer coisificar de mais, tem pessoas que são realmente insubstituíveis, como minha mãe, não julga nesse caso relações de familia, por que às vezes agente briga diz coisas pesadas, mas eu não trocaria minha mãe por ninguém, amo aquela maluca. As relações que eu falo aqui são as relações amoras, quantas vezes no auge de uma paixão a gente fica imaginando q nunca mais vai amar alguém assim, que esse é um cara único, que é o princípe encantado e coisa e tal e tal e coisa? Pois é, muitas vezes.

Mas coisas simplesmente não são assim, um dia você acorda e percebe o tempo que ele precisava também passa para você, e você também pensou em como estava o relacionamento e também não se sentiu satisfeita e também esqueceu. Surge uma outro carinha e lá vai você de novo pensar que esse é o cara. Bom, é claro que não pensamos sempre que é "o cara", algumas vezes a gente sabe que não é. Por mais que você ame uma pessoa e não queira outra em sua vida, um belo dia você tira uma foto e vê que a pessoa que te abraça e beija agora é outra.

Relendo o que escrevi no começo eu tô pensando, às vezes a gente supera, arruma outro, finge que tá tudo bem, até acredita que foi melhor assim, mas nunca esquece, de vez em quando pensa, lembra o quanto foi bom, e como poderia ter sido diferente, assim não substituiu... Será que as pessoas são substituíveis só para mim, ou será que não existem pessoas insubstituíveis?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Lembranças

Um minuto pode parecer tanto
Eu olhava nos teus olhos
Você sorria como criança
Com doce na boca
O que dizia quase era sem importância
Amor talvez esteja frágil, indeciso
E eu não sei o que fazer
Pra acabar com tudo isso
Se eu pudesse te dar um banho de chuva
Trazer de volta o teu sorriso
Deixaria de me importar com algumas coisas sem sentido
Vejo o tempo passando
Depois do minuto em que me disse adeus
Mas ainda guardo minhas lembranças
Pra reconstruir nosso paraíso imaginário e proíbido

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ansiedade e Reencontro


Nunca mais tinha postado nada. Eu estou tão sem pensamentos, tipo pensamentos agente sempre tem, mas tem tempos, que só consegue pensar em um assunto, tipo quando estamos apaixonados, horas e horas com o mesmo rosto e nome na mente.


Tem horas que é chato, quando você tenta estudar história da América, tá lá concentrado nos Chichimecas, Olmecas e Teotihucanos e vem o nome do dito cujo justo quando você vai escrever que os Teotihucanos tem um rei-sacerdote, ou seria os Chichimecas? Meu Deus você já esqueceu e de novo tá pensando em como seria bom se ele tivesse aqui, perto suficiente para você sentir o cheiro do cabelo...


Infelizmente a triste da criatura mora a quilômetros de distancia e faz tanto tempo que não te vê, que você já começou a ter medo de ter criado na sua mente uma pessoa inexistente. Um belo dia o ET diz, estou indo tal dia e tal hora, o tempo vai passando e cada vez mais perto do reencontro. Ai meu Deus! O dia tão temido e esperado é amanhã, e agora o que eu vou fazer, será que meu cabelo tá bom? Será q eu devo pintar as unhas de azul ou de vermelho? Será que ele vai notar as olheiras? Tantas coisas e tão pouco tempo, e o pior vou atrás ou deixo o destino mostrar o que é melhor?


O pior é que estava ligeiraente tentada a deixar o destino mostrar ou não, e agora vou para perto dele coincidentemente, para o aniversário de uma prima que eu jurava que já tinha passado. Eu não quero criar espectativas, mas estou tão ansiosa.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Medo


Agora ela acreditava que sabia exatamente o que queria, e queria tanto tê-lo em seus braços mais uma vez...

Se viram apenas uma vez, tiveram três dias mais que perfeitos e depois ele voltou para sua cidade, não podia ficar, até gostaria, mas tinha faculdade, emprego, obrigações, ela também. E nem queria se apaixonar queria somente se divertir, tava tão leve gostava tanto de estar sozinha, mas mesmo assim se apaixonou e ele partiu.

Continuaram se falando, bendita internet! Conversando pareciam tão próximos. É uma pena que nenhum dos dois acreditava em relacionamento a distância, pareciam tão perfeitos um para o outro, porém ela sabia, grande parte da imagem que tinham era idealizada, não se conheciam verdadeiramente, mesmo quando de alguma forma sentiam o que o outro sentia.

Passaram seis meses assim um pedindo ao outro que o visitasse, ele chegou até a propor que ela largasse tudo e fosse morar com ele, mas no fim pesava sobre os dois a razão e resolviam esperar. Ficavam com outras pessoas, mas o pensamento não abandonava o amor distante, antes dele ela se apaixonava com o vento, depois não conseguiu gostar de mais ninguém e não podia iguinorar o que estava setindo.

E um dia ele disse, ia para a cidade vizinha, tempo de festa, ver a família, também queria vê-la, queria um beijo, ou vários, quem sabe? Deus do Céu! Que ela nunca teve tanto medo na vida. E agora o que vai fazer alguém que passou tanto tempo esperando por um princípe ou princesa se quando beijá-lo um dos dois virar sapo?

E essa é a sua história, mas será que a dele é como a dela, ou será que nunca esperou, nunca quis de verdade, será que tanto faz? A moça paralisou, ficou com tanto medo que deixou de falar, de se mecher, de pensar... Queria tanto te ver...