terça-feira, 11 de maio de 2010

Teatro Diário

No fundo todos amam o teatro
A encenação diária é o que permite
Encaixes sórdidos de gente imunda

Sincera ou cruel, é tudo é relativo
Posso até jogar muito rápido
Eu só não quero tanta gente comigo

Porque todos acreditam entender
E ninguém nunca soube
Ninguém nunca vai saber

Cadê a calma quando preciso?
Alguém notou meu medo de escuro?
Pior ainda, medo de lugar seguro...

Fernanda Dantas

*Tem tanta coisa que eu gostaria de postar, tanta coisa guardada, o meu violão tava tomando muito minha atenção; tenho mesmo esse problema de focalizar de mais uma coisa e esquecer as outras, faço isso com quase todo tipo de coisas; mas vou mostrando aos poucos, ok?
Também tô pensando em colocar aqui alguns poemas ou textos de outras pessoas que eu curto. Que vocês acham?

Até outro dia.
Beijos!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O que eu quero, nem sempre é o que eu preciso

"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. Ainda estou confuso, mas agora é diferente..." Essa parte da música de Legião, traduz exatamente esse momento da minha vida.
Desculpem-me por ter andado tão sumida, espero que tenham sentido falta das poesias... E tenho uma pergunta, já aconteceu de algum de vocês querer exatamente o que sabe que mais cedo ou mais tarde vai te fazer sofrer? Eu estou assim... Ainda bem que sei que cedo ou tarde vai passar.




Confusão e querer

Você tem algo para me falar?
Meu nome é confusão
Eu desejo a liberdade
Não quero ficar.
Quem lê o que escrevo sempre vê um pouco mais
Entre as linhas digitadas, desabafos são normais
Por que você tem vontade de me descomplicar
Se é na complexidade dos meus pensamentos
Que encontro o meu lugar?
Não pude compor a canção prometida
Os sorrisos e sussurros ainda enchem minha vida

Você tem algo para me falar?
Meu nome é confusão
Eu desejo a liberdade
Não preciso ficar.
Talvez eu não tenha te contado
Eu vejo espíritos por todo lado
Passado, presente e futuro
Na minha mente sempre se misturam
Às vezes eu nem consigo respirar
Quase sempre eu quero te alcançar

Você tem algo para me falar?
Meu nome é confusão
Eu desejo a liberdade
Não posso ficar.

Gostaria de poder te explicar,
Porém eu nunca pude entender
Eu desejo bem mais que vontade
Preciso de alguém que sinta saudade
De oculto somente os segredos do mundo
Na minha vida não basta o pouco
Sou megalomaníaca
Necessito muito
Quero mais


Fernanda Dantas

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nada para mim

Flagram-me cantando uma música sem sentido
Sem sentido para mim pelo menos
Porque o que canto agora não é o que sinto
Eu canto alto, canto forte
Tento me convencer
Você não significa nada para mim
Mais Alto, mais Forte
Você não siginifica nada para mim
Durante o dia, ou a noite
Enquanto durmo sem lembrar desse jogo
Você não significa nada para mim
Você não significa nada para mim
Voce significa Tudo para mim

quinta-feira, 4 de março de 2010

Amor e ódio


"Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração e quem irá dizer que não existe razão"

Amor e ódio

Algumas coisas eu simplesmente não posso explicar
Como pude te perder quanto em teu corpo estava meu prazer
Quantas vezes ouvi o som do telefone, você não atendeu
É extremamente difícil perder quando seu maior desejo é ganhar
O que posso dizer agora, alguém me perguntou se um dia amei
Amei, e perdi, tão rápido, nem sei como nem porquê
Mesmo agora, anos depois da tempestade de areia
Ainda lembro dos teus olhos húmidos
No meio do nada que foi minha vida antes e depois de ti
No deserto que sobrou quando você se foi
Mesmo agora, anos depois ainda sinto o peso do teu julgamento
A dor de te ver me odiar tanto, no meio de uma multidão
Tanto ódio para mim que tanto te amei

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Minha Falta de Sensatez


Disseram-me que seria sensato não te procurar
Seria mais fácil desejar o vermelho
Eu seria melhor se fosse delicada, doce, divertida...

Bom, eu não sou sensata
Gosto bem mais do verde
Vivo enlouquecida
Meus sentimentos são um exagero
Sempre tudo ou quase nada

Verdade, não sou sensata
Chamei teu nome, quando deveria esquecer-te
Agora estou pensando
Quando deveria estar agindo

Pois é, não sou sensata
Nunca fiz o que deveria
Na hora em em que poderia

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pessoas, o que são?

Um dia entenderei as pessoas
Essa mania de sorrir querendo chorar
O hábito de magoar quem deveria amar
Pessoas tão fracas pessoas
Tão carentes de atenção
Que fariam essas mesmas almas
Se tivessem tudo nas mãos?
O mais belo é que tem sonhos
Acreditam no melhor
Os mesmos que hoje choram
Amanhã não sentem dor

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Amor de bruxa


Minha mão limpando tua boca
Desculpa boba para te tocar
Teus lábios na minha pele
De surpresa a se aproximar

Temo a pouca distância entre nós
Nas noites sou bruxa, você caçador
Sinto o mistério que nos cerca
Mas sei, nada que faça trará de volta a dor

A única fogueira onde me jogaria
Nasce em nossos corpos: tentação
E sei que também te consome
Quem vai entender essa situação.

Dirão que é coisa de pele
Na espera de um breve instante
Nós sabemos, a vida tem outros rumos
Ficaremos marcados por uma história embriagante

Nós queríamos uma conturbada relação
A respiração quente bem perto
Bastaria para aguentar mais tempo
Na espera da confusão que é nosso destino certo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sensações


O que é esse arrepio?

Vento frio, frio no meu corpo

Sopro quente em meu ouvido

Quente em minha alma

Eu gosto do que faz comigo

Se me bate ou se me abraça

Não importa, adoro o que sinto

Rouba-me de mim sem fazer nada

Como gosto da tua presença

Como sinto falta de te olhar

E tanto me culpo por tal sentimento

Morro de medo de um dia te amar

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Pássaro da saudade


Pássaro lindo que saudade você deixou!
O lugar vazio jamais será o mesmo
Falta o sorriso, que você levou
Tão pouco tempo ficou aqui
Quem imaginaria...
Será que você vai saber
Das linhas que te escrevi?
Pensando na sua partida
Eu entendo o que dizia a canção
"é tão estranho os bons morrem jovens"
O teu canto faz tanta falta
Os dias são tão longos
O mundo ficou sem cor
Agora os que te amam sofrem
Quem sabe um dia vocês se encontrem

domingo, 6 de dezembro de 2009

Calor


É meio-dia quando deita

O calor escapando pela janela aberta

Um ventilador soprando seus pensamentos

Imagino como seria se ele soubesse

Que nessas horas é objeto em seus sonhos

Sim. Ela sabia.

De tudo que ele esperava

Afirmando esquecer, insistindo em lembrar

Assim se enchia de preguiça

Por que continuar com o dia?

Se é tão melhor dormir

Ou rir do que sempre via

Em seus sonhos coloridos

Uns imaginados, outros tantos vividos...